Núcleo Espírita Assistencial "Paz e Amor"

Rastros de Luz

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Duas Pomadas

por 12/2014Rastros de Luz0 Comentários

Pai João

A cada momento, as criaturas humanas são visitadas pelas mais diversas ocorrências que a vida, incondicionalmente, lhes impõe sob a forma de experiências, impelindo-as a observá-las e a vivenciá-las de acordo com o grau educacional, cultural e religioso que possuem.

Se estiverem distanciadas dos ensinamentos do Cristo Jesus, haverão de avaliar cada um desses conhecimentos de forma tendenciosa, denunciando o egoísmo que teimosamente ainda lhe faz companhia, impermeabilizando os seus corações ao doce apelo da fraternidade, enregelando as suas almas, ainda prisioneiras do instinto que enceguece seus olhos, cerra seus ouvidos, emudece suas vozes, paralisa seus membros, insensibilizando os seus corações às dores alheias.

Essas criaturas, entontecidas pelos clamores da matéria, extasiadas pelas suas inumeráveis cores e fulgurações, seduzidas pelos seus enganosos chamamentos, deixam-se iludir, crentes de poderem encontrar, neste mundo, de provas e expiações, a tão decantada felicidade.

Inclemente, o tempo haverá de passar e um dia, decepcionadas, constatarão que…

Os seus olhos já não possuem o mesmo brilho de outrora;

As suas palavras já não demonstram o mesmo vigor do passado;

As suas mãos carecem da agilidade dos tempos idos;

As suas pernas locomovem-se com incontestável dificuldade;

A neve do tempo embranqueceu-lhes os cabelos.

Assim, seus corpos, fatigados, render-se-ão ao peso dos anos, delatando que a velhice, inapelavelmente, viera-lhes ao encontro e que apesar de terem de todas as formas tentado, não conseguiram encontrar a tal felicidade, ignorando que somente haverão de desfrutá-la quando o Sublime Peregrino do Amor se fizer definitivamente presente em suas almas, orientando-as quanto aos caminhos que ainda haverão de percorrer.

Para estes seres humanos que assim se encontram, atormentados pelas chagas do egoísmo que ao longo das encarnações não lhes dá tréguas, o Pai de infinita bondade, amorosamente, lhes oferece “duas pomadas” que, por si sós, haverão de curar essa enfermidade persistente e cruel que lhes dificulta os passos, retardando-lhes a redenção.

A primeira delas é composta pelo “trabalho e pelo suor” nas sendas do bem.

A segunda é composta pelas “lágrimas e pela dor”.

A escolha é nossa!