Mensagens do livro Rastros de Luz


Há quase dois mil anos em Belém,
Numa noite de harmonia e luz,
Sem sabermos nos tornamos reféns
Daquele que seria o Mártir da Cruz.

Os caminhos por Ele percorridos
Evidenciavam profundos rastros de amor
Proporcionando a todos os corações sofridos
A oportunidade de extirpar de si a dor.

Nada deste mundo possuía
Peregrino perseverante da humildade,
Por onde passava levava alegria
Deixando, quando partia, a saudade.

No além, tudo era alegria e contentamento:
Abraços, olhares, palavras de esperança.
Nada se comparava à magia do momento
Quando o espírito retornaria à Terra como criança.

Corações dos mais variados e puros sentimentos
Se congraçavam com o espírito reencarnante
Dos seus interiores evolavam doces pensamentos
Para que, na matéria, continuasse do Cristo amante.

Não havia pessimismo, tão pouco, tristeza.

Nos momentos de nossas vicissitudes,
Quando a tristeza visita nossa fisionomia,
Por vezes, alteramos nossas atitudes,
Esquecendo-nos da beleza da alegria.

Dores pungentes vêm em nossa direção
Levando o pessimismo à nossa alma,
Fazendo chorar o nosso coração
Nos apartando do suave murmúrio da calma.

Procuremos olvidar as nossas dores,

Quando na erraticidade, ao assumirmos uma nova missão a ser desempenhada nesta Terra abençoada que nos acolhe como generosa mãe, adquirimos naturalmente algumas importantes responsabilidades.

Querido, hoje gostaria de dirigir algumas palavras ao seu coração para que nele possa ser amalgamado o verdadeiro sentido da palavra renúncia.

É através dela que crescemos espiritualmente.

É através dela que evoluímos, acompanhados por Jesus.

Esqueça de si próprio e lembre-se de Jesus que ninguém esquece.

Não enalteça suas conquistas e suas virtudes, esqueça que as possui e simplesmente trabalhe em favor de todos aqueles que se encontram necessitados.

Esqueça as palavras duras e as atitudes agressivas.

Esqueça a mentira e a vaidade.

Esqueça o orgulho e o ódio.

Esqueça a mágoa e o rancor.

Para nós, encarnados, presos à matéria densa que nos envolve, torna-se dificultoso nos conscientizarmos da missão espiritual que deveremos levar adiante no transcorrer da nossa vivência terrena.

O ser humano, enredado ainda nos liames da matéria e por ela seduzido, em grande parte das vezes, assume, como objetivo, conquistar o poder, a fama, a riqueza, o bem estar, o prazer e outras tantas efêmeras ilusões.

A vida vai transcorrendo com naturalidade.

Os momentos de alegria e tristeza mesclam-se compondo pacientemente o livro maravilhoso das nossas existências, deixando cicatrizes que, pouco a pouco, vão emoldurando nossas almas.

Nós, seres humanos, evidenciando claramente as nossas fraquezas para com as nuances do espírito, muitas vezes, vemo-nos aceitando passiva e displicentemente a interferência envolvente do mundo instintivo em nossas vidas.

Há muito tempo, os seus olhos buscam encontrar o colorido que a vida possa lhe oferecer.

Há muito tempo, os seus ouvidos procuram deleitar-se com doces palavras que reconfortem sua alma.

Durante o nosso vivenciar, sentimos, muitas vezes, a necessidade de usufruir momentos de reflexão para analisarmos e, conseqüentemente, ajustarmos nossa conduta, dando a nós mesmos a gratificante oportunidade de eliminar os nossos equívocos e substituí-los pelos nossos acertos.

Momentos existem em nossa romagem terrena em que nos sentimos impelidos a meditar, refletir para melhor analisarmos o nosso agora e o nosso amanhã que, por vezes, nos parecem muito distantes e nebulosos.

Ao vivenciarmos nossa existência, em muitas oportunidades, nos sentimos agredidos pelas palavras, pelas atitudes, pelos gestos, até mesmo, pelos pensamentos daqueles que conosco comungam esta mesma jornada terrena.

Todo ser humano nesta vivência terrena tem como conquista efetiva a liberdade.

Todo ser humano tem o direito de, utilizando o seu livre arbítrio, dispor de sua vida como bem lhe aprouver.

Tem o direito de alimentar-se bem ou mal, tem o direito de usufruir tranqüilidade, com ou sem responsabilidade.

Tem a liberdade de falar, de agir, de ver, de escutar, de participar, de caminhar e de tantas outras coisas que esta vida nos oferece.

O esforço próprio de cada um, fatalmente, nos conduzirá ao encontro dos sonhos factíveis, de há muito almejados.

A responsabilidade, o empenho e a força de vontade, se transformam em degraus de íngreme escadaria, que nos permitirão chegar a patamares que, sem eles, seriam, por nós, impossíveis de alcançar.

No dia a dia das nossas experiências terrenas, as preocupações, de todos os matizes e intensidades, vêm ao nosso encontro, fazendo-nos companhia.

Ao assimilarmos suas imposições, perdemos, na maioria das vezes, nossa paz e como conseqüência nos desarmonizamos, fazendo com que o desequilíbrio nos abrace dificultando o nosso caminhar.

O rio caudaloso da vida segue o seu curso e, singrando suas águas, somos impelidos a vivenciar as mais diversas experiências, conhecer as suas variadas paisagens, enriquecendo, consequentemente, nossas almas com mais uma oportunidade reencarnatória.

No nosso vivenciar neste planeta azul, que amorosamente nos acolheu, deveremos nos ater a diversos momentos, que bem analisados nos servirão, no amanhã, de bússolas a nortear os nossos passos.

Não devemos passar a vida simplesmente analisando, de forma superficial, suas belezas, seus caminhos e descaminhos.

O ser humano, de forma geral, apresenta fortes tendências para desejar que os inúmeros caminhos da vida venham a convergir para o completo atendimento dos seus objetivos, dos seus desejos, dos seus sonhos.

Almeja saúde, sucesso, amizades, reconhecimento, notoriedade, enfim, uma vida de fausto, sem percalços, plena de harmonia e paz.

A todos abraço, a todos sinto.

Levo aos corações dos pobres e dos ricos a felicidade que tenho dentro de mim.

Não distingo o negro do branco, do amarelo e do vermelho, não distingo o pobre do rico.

Sou a caridade que caminha em todos os cantos, por todos os quadrantes, levando a todos aqueles que necessitam o sorriso e a amizade de Jesus amante.

Levo comigo a felicidade para dar, entregar, oferecer.

Há quase 2000 anos, quando Jesus militava entre os apóstolos e falava à multidão frenética que o seguia, num determinado momento, desta sua peregrinação, repartiu generosamente o pão a todos aqueles que avidamente o escutavam, fazendo com que pudessem aliviar e, para alguns, saciar a fome que os afligia.

No dia a dia do nosso caminhar, vamos nos apercebendo de que as alegrias vêm sendo, pouco a pouco, mais esparsas, menos comuns, mais difíceis.

A você, que nos dá o carinho da sua atenção, peço a humilde permissão para fraternalmente indagar-lhe: Quantas vezes você tem sorrido ao longo dos dias?

No nosso vivenciar nos deparamos com seres humanos de vários matizes.

Uns procuram fazer a caridade através das palavras, levando a orientação e o consolo, exalando o perfume das sílabas, para que as frases acalmem os ouvidos e acalentem os corações.

Outros, pela brandura do seu olhar externam a compreensão, a complacência, a piedade e o perdão.

Grande parte dos seres humanos que vivenciam esta jornada terrena, envolvidos pelos afazeres e responsabilidades da matéria densa, sem se aperceberem, distanciam-se gradativamente dos caminhos do espírito, enveredando por atalhos perigosos, aprisionando-se aos instintos e paixões e deles tornando-se cativos.

Caminham pelo mundo, olvidando-se daqueles que seguem na sua retaguarda, na sua frente, ao seu lado, muitas das vezes, estiletados pela dor, trazendo no semblante a imagem viva do desencanto e do desamor.

Todos nós, sem exceção, trazemos, nas profundezas da nossa alma, tesouros maravilhosos que se encontram envoltos e subjugados pela matéria grosseira que nos serve de veículo nesta caminhada terrena.

Com o passar do tempo, a somatória das experiências vividas vão nos evidenciando valores diversos, coloridos diferentes, fazendo-nos deixar de sonhar e, efetivamente, viver a dura, mas profícua realidade das nossas existências.

No nosso vivenciar, quando aqui na terra nos encontramos revestidos do corpo físico, somos possuidores dos instintos comuns do ser humano, que de certa forma, afloram mais ou menos intensamente, levando-se em consideração as nuances da vida que mais nos incitam, que mais nos sensibilizam.

Neste planeta bendito em que militamos, apesar de convivermos longo tempo com inumeráveis pessoas, gradativamente nos conscientizamos de que parte delas se encontra envolvida por dorida solidão.

Sete letras, por vezes, compondo um triste hino ao amor juntam-se uma a uma, exaltando o suplício da dor.

Referimo-nos à palavra saudade que o nosso coração invade, trazendo consigo, muitas vezes, desencanto e sofrimento.

Quem somos nós senão almas fugidias à procura da felicidade?

Quem somos nós senão almas combalidas a caminho dos braços do Cristo Jesus?

Quem somos nós senão almas eternas viajando inexoravelmente em direção da luz?

Nós, seres humanos, fadados à evolução, muitas vezes, sem que nos conscientizemos, levamos aderida a nossa alma, uma intrigante companhia que, simplesmente, denominamos de dúvida.

Gradual e sutilmente, ela introduz-se em nossas vidas retardando os nossos passos e, não raramente, fazendo-nos sofrer.

Nos nossos dias, impelidos pelos instintos e pelos estímulos da matéria que nos envolve, sem nos darmos conta, vamos, pouco a pouco, colocando em nossos corações, a dúvida, a incerteza, fazendo com que a desconfiança passe gradativamente a nortear os nossos passos.

A vida, no seu incessante transcorrer, nos reserva imensa diversidade de situações.

Desfrutamos, a cada instante, de novos cenários, paisagens, cores que podem tanto nos extasiar como nos entristecer...

Nos apercebemos, constantemente, de uma multiplicidade incontável de sons que, sutilmente, poderão conduzir ao interior das nossas almas, alegria, emoção, melancolia...

A ansiedade em muitas ocasiões nos faz companhia, evidenciando seu poder, sua força e sua ascendência sobre nós.

A sua presença embaça os nosso olhos, não nos permitindo visualizar as belezas que generosamente o mundo nos oferece.

Os nossos ouvidos tornam-se insensíveis aos acordes maviosos da vida, percebendo tão somente o tilintar egoístico do nosso querer.

No cotidiano das nossas vidas, nem sempre conseguimos perceber o quanto somos inconstantes no nosso falar, no nosso proceder e, fundamentalmente, no nosso pensar.

Nossos olhos, em algumas oportunidades, são capazes de emanar ternura, piedade, amor, e, em outras tantas, agressividade, desprezo e ódio.

Quando jovens, é de certa forma compreensível que os instintos mais aflorados nos estimulem a vivenciar nossa existência de forma mais impetuosa.

O clamor da juventude inebria o nosso ser fazendo com que, muitas vezes, sejamos intempestivos no pensar, no agir, no falar, no gesticular, fazendo-nos colher no futuro, às vezes próximo, o fruto de tudo aquilo que houvermos semeado.

O mundo, pouco a pouco, vai nos consumindo.

A matéria, sutilmente, vai nos enredando, nos seduzindo, colocando os sonhos e as ilusões no ápice dos nossos objetivos.

Os prazeres, as comodidades que vamos desfrutando, gradativamente, transformam as nossas vidas, velando as verdades, mantendo-as distantes das nossas mentes e dos nossos corações.

Nas estradas da vida, muitas vezes nos deparamos com paisagens que entristecem nossos corações.

As realidades, que incessantemente o viver nos impõe, fazem com que a verdade se descortine diante de nós, fazendo-nos sentir o odor acre das desilusões.

O mundo, sutilmente, vai nos amplexando, fazendo-nos desfrutar as suas delícias e, sem que nos conscientizemos, passamos a ser súditos fiéis do reino da matéria ilusória e efêmera.

Por força dos conhecimentos auferidos pelas nossas mentes e corações ao longo da escalada reencarnatória, das experiências e informações que vão adentrando o manancial dos nossos sentidos e com o transcorrer dos anos, somos, por vezes, instintivamente impelidos a nos reconhecer possuidores de muitos conhecimentos e de muitas verdades, atribuindo-nos valores de que ainda não somos detentores.

Todos nós, filhos do Amantíssimo Pai, somos, por assim dizer, verdadeiras pedras preciosas necessitando ser trabalhadas pela vida para que possam fazer emergir dos seus interiores o brilho fulgurante do amor.

Encarnamos com a finalidade precípua de burilarmos a nossa alma, extirpando de nós as desvirtudes que impedem o seu resplendor, lapidando o amor, dando-lhe um sem número de faces para que possa irradiar seus raios luminescentes em todas as direções.

A você alma querida, que busca na lida diária conquistar o pão abençoado de cada dia, humildemente, envio algumas poucas palavras que, espero, possam envolver o seu coração em suaves melodias de compreensão e amor.

Após um dia de trabalho profícuo de responsabilidades cumpridas, eis que, ansiosamente, buscamos o refúgio bendito do lar que tão carinhosamente nos acolhe, repondo-nos energias, predispondo-nos à labuta do nosso próximo amanhã.

Cativos do nosso orgulhoso saber somos propensos a querer que os nossos queridos sigam os mesmos caminhos religiosos pelos quais transitam nossas almas.

Assim agindo, vamos impondo, por vezes de forma ditatorial, nossa visão espiritual, fazendo com que aqueles que amamos, carne de nossa carne, se vejam cerceados no seu pensar e, por conseqüência, impossibilitados de exercer o seu livre arbítrio neste delicado campo.

Os anos transcorrem céleres.

Pouco a pouco, deixamos a infância e os dúlcidos anos da juventude para nos tornarmos adultos, experientes, adquirindo a longos haustos, novos conhecimentos, novos desafios, novas responsabilidades.

Como consequência, vamos assumindo novas posturas diante da vida que, sutilmente, se descortina aos nossos olhos, às vezes surpresos e outras tantas extasiados.

Ao reencarnarmos nesta Terra-mãe que em seu carinhoso regaço nos acolhe, facultando-nos a oportunidade de desfrutar novas experiências, ensejando-nos aprendizado profícuo para nossas almas carentes, passamos, em um átimo, de doces criaturinhas dependentes a jovens, muitas vezes, livres de qualquer tipo de sujeição.

A você, irmão, venho neste momento, pedir o carinho da sua atenção para com estas modestas palavras que emanadas amorosamente do meu coração, espero possam adentrar o imo da sua alma.

Transitando pelas veredas da vida, se bem atentarmos, iremos reconhecer inumeráveis criaturas que, a passos nervosos, jornadeiam conosco neste planeta de provas e expiações, denunciando através das palavras, atitudes e ações, os seus desejos insaciáveis pelo prazer, pela moeda e pela glória que suas almas transportam, há longos evos, durante o percurso bendito das sucessivas encarnações.

Mãe adorada, agora, neste momento,
Para ti meu amor ofereço,
Minha vida, meu pensamento,
No teu coração, fica o meu endereço.

Mãe amada, água cristalina
Constantemente a banhar minh’alma,
Claridade suave de lamparina
A trazer-me luz e calma.

Sou feliz por estar ao teu lado.
Quem sou eu para te perdoar,
Alma bendita, anjo alado,
Se tanto demonstras me amar?

Meus olhos não se cansam de te ver,

Na curiosidade típica do ser humano, às vezes, nos colocamos a inquirir, meditar, qual teria sido a cor dos olhos de Jesus, o tipo e o tom dos Seus cabelos, o formato dos Seus lábios, a contextura da Sua epiderme, a Sua compleição física, o Seu gesticular, o Seu próprio caminhar.

Há muito tempo, um pobre homem, tendo vivido uma série de amargas experiências, cansado e extremamente decepcionado com o ser humano e consigo próprio, estava a meditar.

Procurava respostas que viessem amenizar os seus sofrimentos, dando-lhe forças para continuar enfrentando as dificuldades, na esperança de encontrar, em definitivo, a felicidade.

Assim dizia:

Jesus...

Nos magnos momentos de tristeza e de dor,
Quando sentimos na alma o flagelo da separação,
Busquemos o doce consolo do amor
Que se faz presente pelas vias da resignação.

Nossos olhos úmidos de pranto-saudade
Daquele coração amado que conosco viveu
Definitivamente, do corpo recebeu a liberdade
E no mundo dos espíritos renasceu.

Agora, o corpo inerte e enregelado,
Outrora pleno de vida, calor e energia,

Por que perdemos tanto tempo na nossa vida!?

Por que continuamos cativos da matéria ilusória que a cada momento nos faz constatar sua dura realidade!?

Por que permanecemos aguardando da vida aquilo que ela, talvez, não nos oferte!?

Percorrendo as calçadas do mundo, fatalmente, iremos encontrar seres humanos com os mais diversificados pendores, carregando em suas intimidades, a somatória das experiências vividas durante o profícuo processo reencarnacionista que, gradualmente, vai lapidando as suas almas para que, um dia, venham a brilhar, conquistando, em definitivo, a própria luz.

Você, que generosamente nos dedicou seu tempo
Procurando desfrutar momentos de reflexão,
Tenha sempre Jesus no seu pensamento
E muito, muito amor no seu coração.

Horas preciosas foram dedicadas à leitura
Quando a espiritualidade se fez presente.
Faça agora para a vida novas proposituras
Tendo a presença do Cristo em sua mente.

A vida nos proporciona inúmeras experiências,
Muitas das vezes, dissimuladas pela dor.

Filho adorado, amor de minha vida,
Tua presença, tua fala é como canção.
Achega-te a mim, alma querida,
Doce acalanto para o meu coração.

Filho amado, luz da minha vida,
Sem ti nada sou, eu te juro.
No teu coração, minh’alma fez guarida
Espargindo para ti meu amor mais puro.

Desejo imensamente que conquistes a felicidade,
Também que me perdoes por tudo que não te fiz.

Jesus!

Faça Mestre com que meu olhar carinhoso
Seja o bálsamo para os desalentados.
Conduzindo aos irmãos sofridos Seu coração amoroso
Para que se sintam por mim amados.

Faça com que para eles leve minha palavra mansa
A Sua paciência também aos seus ouvidos.
Que eu possa levar a luz da esperança
Proporcionando um melhor porvir aos desiludidos.

Faça com que minhas mãos sejam o suporte