O verdadeiro espírito do Natal


Estamos à zero hora do dia 25 de dezembro: é Natal! As luzes permanecem acesas, estamos alegres. É noite de festa! Encontramo-nos reunidos em louvável confraternização. Muita comida, muita bebida. As crianças gratificadas pela espera do Papai Noel. As trocas de presentes, os cumprimentos, os abraços. É tudo uma bela comemoração!

No mundo todo, nos mais diferentes recantos, na maioria dos lares, este é o retrato do Natal. Tudo muito bonito, enfeitado, colorido. Tudo muito elogiável, só que queríamos entender um pequenino detalhe: não é uma festa de aniversário? Desculpem-nos a pergunta, mas é que procuramos, procuramos... e não vimos nenhum presente para o personagem principal da festa: alguém se lembrou do aniversariante? Estaria Ele conosco?

Os Natais se sucedem e as festas se repetem. Incompletas. Nós não gostaríamos que este ano, como em tantos outros anteriores, essa falha persistisse. Por isso pedimos a cada um de vocês, meus caros, uma colaboração para aquisição de um presente para aquele que, tendo nascido nesta data a 1998 anos passados, dedicou toda a sua existência terrena para nos ensinar as mais excelsas lições de fé, humildade, paciência, resignação, perseverança, fraternidade, caridade, e principalmente, lições de muito amor ao próximo. Ele, pois, o nosso sublime professor, o nosso Mestre maior. E o que cada um puder lhe oferecer, do fundo de sua alma, de acordo com a sua consciência, será indispensável para atingirmos o objetivo proposto.

Quanto ao presente, o que de melhor poderia um aluno oferecer ao seu mestre senão uma nítida demonstração de que a aprendizagem foi satisfatória? Se cada um de nós parar um instante para refletir nestas palavras, abstraindo-se temporariamente da festa e das ações e atitudes congêneres, e se empenhar com a máxima dignidade em várias tentativas, ainda que as primeiras infrutíferas, no afã de cumprir a tarefa passada pelo Professor, este, temos a certeza, pelo imenso amor que nos dedica, ficará muito mais sensibilizado do que com as vãs comemorações anuais que se repetem nesta data.

Mesmo porque, enquanto estamos reunidos com nossos familiares, alegres e festivos, felizes e satisfeitos, não podemos nos esquecer de que muitos outros existem que por circunstâncias diversas, por múltiplas carências, nem podem se lembrar do dia de Natal.

E quanto egoísmo de nossa parte esperar que o Mestre esteja conosco! Sua presença é muito mais necessária lá do que aqui. Por isso elevemos nosso pensamento ao céu e, pedindo perdão a Deus pelo nosso habitual egoísmo, roguemos força e elevação espiritual para que um dia possamos estar lá, junto do Mestre, ajudando um irmão necessitado. Este seria o nosso melhor presente para o aniversariante da data! Louvado seja amado Jesus!

Autoria: 
Job Gil Ferreira